Bion ([info]madeofsilence) wrote,
@ 2008-04-26 14:35:00
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Until Tomorrow 1/22
Título: Until Tomorrow (1/22)
Autora: [info]life_giver   
Tradução: [info]madeofsilence  
Beta da Tradução: [info]nana_dys   
Categoria: the GazettE
Casal: Aoi / Uruha
Classificação: +18
Disclaimer: Esses lindos meninos pertencem a si mesmos, eles nunca serão meus e tenho certeza que eles são gratos por isso. Quem sabe o que faria caso eu colocasse minhas mãos neles.
Sinopse: Uruha sempre foi estranho aos olhos de Aoi, mas quando ele se vê preso na teia de peculiaridades do loiro, ele descobre que não consegue escapar, e de alguma forma... talvez ele não queira.







Aoi achava que tudo havia começado com aquela pergunta estranha, a pergunta que abriu seus olhos para algo novo e o levou por um caminho que ele sabia não ter volta.

O loiro sempre fora um enigma aos seus olhos, estranho, misterioso, bonito para um rapaz, talvez bonito demais. Com ele, o mundo parecia um parque de diversões, uma viagem emocionante, um montanha-russa da qual ele não queria descer. Mas talvez fosse o brinquedo errado a escolher, dando voltas que lhe fariam passar mal ou se assustar absurdamente. Ele poderia ser como esses brinquedos, poderia acabar assim depois de um tempo. Mas quem, em seu perfeito juízo, falaria uma hora inteira sobre o tempo? Era assim que ele era, e sempre seria, e coisas bizarras aconteciam ao seu redor.

“Você não detesta quando os números vão mudando bem na sua frente?” A voz dele ecoou na escuridão do quarto, enquanto Aoi, deitado ao seu lado, tentava pegar no sono, mas fracassando completamente enquanto o loiro falava, mansamente. Ele estava deitado de lado, olhando para o relógio digital de Aoi com uma intensidade que pareceria estranha aos outros, mas não a seus próprios olhos.

“O que foi?” Aoi bocejou, sonolento, cobrindo a boca com a mão. Parecia quase rude bocejar enquanto o outro falava. Talvez fosse mesmo e Aoi fizera a coisa certa ao tentar cobri-lo. Uruha era imprevisível de uma maneira estranha, na verdade tudo sobre ele era estranho.

“Os números do relógio. Quando eles mudam enquanto você está olhando, você percebe que o tempo está passando. E eu acabo de gastar uma hora vendo o tempo passar hoje. É uma hora da minha vida que eu não vou ter de volta. Isso me deprime.” Ele explicou suavemente, ainda observando os números vermelhos brilharem no display sobre o criado-mudo.

“Então não perca seu tempo olhando, Uru-kun”. Outro bocejo tentou escapar, porém Aoi prendeu a respiração e sentiu a vontade passar. “Vá dormir e talvez você não se deprima.”

“Se eu dormir, são oito horas perdidas. Pior ainda”.

“Você não está aqui para ficar olhando um relógio, você está aqui para dormir, lembra? Você poderia dormir na casa do Ruki se quisesse. Eu acho que ele não tem relógios, porque ele, assim como você, odeia o tempo. Mas pra falar a verdade não sei e nem me importo, eu só estou cansado”.

“Ele não odeia o tempo, ele só é preguiçoso demais para comprar um relógio”. É, isso parecia algo do feitio de Ruki. “Mesmo assim, para dormir lá, nós teríamos que nos levantar, nos vestir, ficar mais ou menos apresentáveis, descer quatro lances de escadas, entrar no seu carro e dirigir meia hora até lá. Isso pra não citar que é muito difícil acordá-lo, então teríamos que bater na porta dele por mais uns bons cinco minutos, ou então jogar pedras na janela do quarto dele. Poderiam até chamar a polícia, sabe? Mas se finalmente conseguíssemos acordá-lo ele abriria a porta e berraria com a gente por mais meia hora. Isso tudo levaria umas duas horas e já são 3:30 da manhã. Eu acho que não vale a pena...”

“Bem pensado”, Aoi falou, sonolento, olhando para o tufo de cabelos loiros ao seu lado já que Uruha permanecia de costas. “Eu não quero te deixar mal, mas nós precisamos dormir. Esses trinta minutos que Ruki perderia gritando com a gente agora, ele vai perder amanhã ralhando por estarmos atrasados ou por não ‘dedicarmos o melhor de nossas habilidades’. Não é função do Kai-kun fazer isso?” Uruha resmungou concordando. “Então você prefere dormir no sofá? Não tem relógios na sala e nossos corpos precisam de descanso, Uruha, sem isso morreríamos. Então pense nisso como uma necessidade, ok? Na verdade você não está desperdiçando sua vida, e sim ganhando mais tempo”.

“Eu odiaria morrer. Isso sim seria um desperdício”. Aoi pôde ouvi-lo bocejando no travesseiro ao lado.

“Sim, seria. É o mesmo que comer. Você não está desperdiçando sua vida comendo, está? Você está se mantendo vivo. Agora, ficar parado sem fazer nada pode ser considerado um desperdício de vida...” Ele quase riu quando se deu conta que essa explicação soava totalmente ridícula. Mas não era a primeira vez que se encontrava nessa situação com Uruha. Ele ouviu um “mhmmm” abafado antes de o quarto ficar silencioso novamente, e se deu conta que o loiro havia dormido. Aoi prometeu que dali por diante sempre desligaria o relógio quando Uruha resolvesse que precisava de um lugar pra ficar.

Era até estranho como o loiro tinha acabado por dormir ao seu lado na cama. Ele recebera uma ligação de um Uruha abatido, dizendo que estava na rua em frente ao próprio apartamento no celular, e que as pessoas à sua volta o deixavam com dor de cabeça.

Aoi se assustou por um instante, perguntando a ele o que havia acontecido, o que estava havendo, e por que raios havia pessoas em volta dele. Uruha dera uma risada triste, dizendo que eles estavam olhando seu apartamento em chamas, e que algumas delas estavam com os braços em volta de seus ombros. Vizinhos que ele nem conhecia, e isso o deixava desconfortável.

Aoi entrara em choque. O apartamento de Uruha pegando fogo? Ele parecera tão calmo pelo telefone, talvez um pouco deprimido, mas não como uma pessoa que estava perdendo sua casa e tudo que havia dentro dela. Aoi havia lhe perguntado como o apartamento se incendiara, e Uruha calmamente explicara que havia lido num livro, achado em por aí, sobre um método para acalmar os nervos com a ajuda de incensos e velas aromáticas. Provavelmente a gata havia derrubado as velas enquanto ele estava no banho, porque quando saíra as cortinas estavam em chamas. Mas sem se preocupar pegara a gata e ligara para os bombeiros da casa de um dos vizinhos, enquanto todos eram evacuados do prédio. O único apartamento arruinado fora o seu, os outros estavam bem, a não ser pela fumaça.

Aoi o havia chamado de maluco e imaginara como ele devia estar fora da realidade naquele momento, e Uruha estava exatamente nesse estado como Aoi veio a descobrir. Ele fora buscar o loiro e este havia entrado serenamente  no lado do passageiro com sua a gata multicor no colo, e sorriu triste para o moreno.

“Você acha que tudo foi perdido?” Aoi havia perguntado.

“Talvez, mas eu e Kameko estamos bem, e isso é tudo que importa”.

“Suas guitarras, Uruha, estavam lá?”

“A maioria delas, mas minhas duas favoritas eu deixei no estúdio segunda-feira passada. Talvez tenha sido destino. Acho que vou começar a acreditar em destino por causa disso”.

“Deus, eu sinto muito. Eu sei o quanto elas significavam para você”. Uruha encolhera os ombros, displicente, gentilmente acariciando o bichano em seus braços.

“Destino, Aoi, foi o que aconteceu. Quem sabe o destino não me dará outras? Talvez meu apartamento tivesse que pegar fogo, para que algo novo e melhor entre na minha vida, você não acha?” E olhara Aoi com expectativa.

“Talvez, eu não sei”.

“Talvez algo drástico aconteça com você para te fazer acreditar no destino também”. Talvez Aoi já tivesse começado a acreditar.

“Você pode ficar comigo por enquanto, a não ser que você prefira ficar com um dos outros”.

“Com você está bom. O temperamento do Ruki não ajuda os meus nervos, Kai parece obcecado por me engordar por alguma razão estranha, e a faixa do Reita me enche”. Aoi rira da última parte. As palavras que vinham de Uruha eram fanáticas e hilárias.

“A faixa dele te enche? Essa é nova”.

“Enche, sim. Eu não acho engraçado, mas se você acha talvez seja”. Uruha sorrira de forma quase infantil. Aquele sorriso sempre fazia Aoi se sentir quente por dentro, de algum jeito. Não o calor tipo “fofo” ou “alegrinho”, mas um calorzinho gostoso e diferente.

“Amanhã a gente vem checar o que sobreviveu, ok? Tenho certeza que ainda dá pra salvar alguma coisa, não se preocupe”. Aoi não sabia por que tinha necessidade de acalmá-lo, já que Uruha não parecia nem um pouco preocupado mesmo quando não tinha nada além da gata e as roupas do corpo.

“Por mim tudo bem”. Então talvez fosse o destino ter Uruha dormindo tranqüilamente perto de si, quem sabe? Se Uruha acreditava, então podia ser verdade.

Esse foi o último pensamento a cruzar a mente de Aoi antes de, finalmente, dormir. Teve um sonho que foi estranhamente doido, como a pessoa que dormia ao seu lado. Alguém cantava uma melodia desafinada, batendo em coisas, metal ao que parecia. Ele só queria que a cantoria parasse porque era tão ruim que duvidava que aquilo tivesse alguma afinação.

Ele resmungou alto, pegando um travesseiro ao lado e cobrindo o próprio rosto, tentando bloquear o barulho. Talvez não fosse um sonho. Era muito real e irritante. A cantoria parou de repente, junto com o som metálico do que ele agora sabia serem panelas.

“Espero que não esteja tentando se sufocar. Eu detestaria perder um guitarrista tão bom desse jeito. Era mais fácil ter me pedido pra parar de cantar”. Aoi calmamente devolveu o travesseiro ao seu lugar original e abriu os olhos pra ver Uruha em seu pijama, parado na porta de seu quarto.

“É que não estou acostumado a receber serenatas a esta hora da manhã”. Era verdade. Geralmente, ele dormia até tarde pelo cansaço de trabalhar no estúdio, gravando, ou ainda por causa daqueles shows exaustivos.

“São oito horas. Você chama isso de cedo? E espero que não se importe”. Uruha olhou para as roupas que estava usando. “Estavam em cima da cômoda. Não consegui passar a noite toda com as minhas”.

“Não,nem um pouco. Foi rude de minha parte não te oferecer algo para dormir, pra começar”. Aoi bocejou, se espreguiçando enquanto sentava.

“Você boceja demais. Pode ser algum distúrbio”. Aoi pôde ver o loiro na cozinha através da porta do quarto, para onde ele havia voltado a mexer nas coisas, tirando panelas e temperos do armário e fazendo barulho. Obviamente, se preparando para cozinhar.

“Um distúrbio? Acho que não, mas talvez você tenha distúrbios do sono”.

“Eu tenho, mas esqueci o nome”. Uruha respondeu por cima do ombro, e Aoi só pôde revirar os olhos e bufar ‘claro’. O cara tinha resposta pra tudo.

“Insônia, talvez?”

“Não, é um distúrbio que me faz ver coisas no escuro. É assustador, então eu evito dormir”. O que quer que estivesse na panela começou a chiar, enquanto Uruha jogava pimenta e mexia com a espátula.

“Eu pensei que você evitasse dormir por medo de desperdiçar sua vida”, Aoi relembrou brincando, se movendo para sair da cama e ir até a cozinha com o outro guitarrista. Sentou-se em um dos bancos que ficavam na bancada central da cozinha e observou enquanto Uruha se movia magistralmente, parecendo conhecer a cozinha do outro como a palma da própria mão.

“Por isso também. Acho que são os dois. É que sou meio supersticioso. Minha mãe sempre dizia que, quando criança, eu tinha medo do escuro, então ia na pontinha do pé pelo corredor até o banheiro, acendendo todas as luzes no caminho”.

“Bom, isso é normal...” Aoi comentou, divertido. “Para uma criança”. Uruha concordou, ainda de costas para ele, ocupado com uma segunda panela.

“Enfim, quando eu chegava lá, me dava medo do monstro da privada. Isso porque quando menor eu tinha assistido a um filme onde um monstro saía da privada para comer a pessoa que estava sentada lá. Eu fiquei traumatizado”. Aoi abafou uma risada, aceitando o copo de suco de laranja que o outro enfiou em sua mão.

“Eu também tinha medo de fantasmas. Toda vez que entrava no meu quarto, dava três voltas. Diziam que isso espantava os maus espíritos. Acho que meu apartamento estava cheio deles ontem. Sabia que não devia ter parado de fazer isso”.

“É, Uruha, você é supersticioso”. Aoi riu suavemente e ficou surpreso quando Uruha colocou à sua frente um prato com ovos, bacon, salsicha e torradas, levantando uma sobrancelha em desafio ao moreno. O aroma era tentador.

“Nossa, Não sabia que você cozinhava”.

“Também há certas crenças em relação à cor de cabelo, mas não vejo por quê. Eu não sou lesado”. Uruha fez o próprio prato e sentou-se ao lado de Aoi.

“Mas eu não quis dizer isso! Além do mais, isso aí é água oxigenada”. Uruha franziu as sobrancelhas, mas decidiu ignorar o comentário e começar a comer.

“Tenho certeza que minha mãe queria que eu fosse uma menina. Ela me ensinou tudo que uma garota precisa saber... e olha só pa mim. Cara, eu uso shortinho e maquiagem, pelo amor de deus!” Aoi riu, tentando não se engasgar com a comida. É, a vida com Uruha não tinha como ser monótona. Todos na banda sabiam disso.

“É perigoso rir enquanto come, Aoi-kun. Assim você morre engasgado”.

“Estou começando a achar que você é obcecado pela morte, não?” Aoi bebeu um grande gole do suco de laranja, para ajudar a comida a descer. Morar com o loiro também fazia mal à saúde, de um jeito ou de outro.

“Eu só não quero morrer. A vida é preciosa, sabe? Tem um monte de coisas que ainda quero fazer antes de ir. E já consegui uma”.

“Que seria...?”

“Ser famoso, conhecido e adorado. Mostrar ao mundo minha criatividade e estrondosa habilidade na guitarra”.

“Acho que você não sabe contar, porque aí tem mais de uma coisa”.

“Eu sei, mas nunca fui muito puro e verdadeiro, então não faz diferença”.

“Com isso eu concordo” Aoi riu, observando a mão esguia de Uruha segurando o garfo, empurrando a comida no prato para fazer trincheiras amarelas com os ovos.

“Tem bem mais coisas além disso. Acho melhor fazer uma lista e prometer cumprir tudo até os oitenta... e... dois anos”

“Um número bastante significativo”. Aoi satirizou, observando como Uruha perdera o interesse em comer e agora se ocupava em colocar as salsichas sobre as trincheiras de ovos.

“É um grande número, ainda vou descobrir a singularidade dele”. Uruha riu suavemente, usando o garfo para colocar o bacon sobre as salsichas e dar os toques finais à ponte que estava fazendo. “Eu sei que vou descobrir. Você devia fazer uma lista também, Aoi-kun, de verdade, você se sentiria bem melhor se tivesse objetivos a perseguir, mesmo que fossem impossíveis”.

“Você tem algum objetivo impossível na sua lista secreta?” De repente Uruha olhou para ele e sorriu abertamente.

“Claro que tenho, todo mundo tem... Ou pelo menos deveria ter”.

“Então, qual é o seu?”

“Não posso te contar”.

Aoi franziu as sobrancelhas, e Uruha largou o garfo na mesa, passando as mãos por cima do prato, exibindo sua obra-prima.

“Ta~da! 'Ponte do Uruha'. Se quiser passar, vai ter que pagar o pedágio”.

“Que infantil, Uruha. Você nunca foi criança?” Aoi balançou a cabeça enquanto Uruha fez bico, usando o garfo para destruir a 'ponte'.

“Acho que Aoi é o ogro debaixo da ponte”. Ele provocou com um sorriso bobo nos lábios, que poderia fazer qualquer um sorrir e ate mesmo adorá-lo.

“Ei, eu não sou um ogro!”

“Bom, eu te deixaria ser o príncipe que mora do outro lado da ponte, mas você ficou todo irritadinho, então esquece. Perdeu a chance”.

“Você é bizarro”, Aoi respondeu, antes de se levantar e pegar os pratos para lavar. “Obrigado pelo café. Apesar de que, eu preferiria um café na cama, já que estou te deixando ficar aqui”. Era só provocação. Ele não se importava em ter o guitarrista em casa de forma alguma. Era até bom ter alguém que fizesse algum barulho e preenchesse os cantos vazios da casa. Especialmente alguém tão vivo e... único.

“Eu não sou seu empregado. Se fosse, eu ia querer um uniforme, mas tenho certeza que você não me daria um então isso está fora de questão”.

“E pra quê você ia querer um uniforme?” Aoi perguntou, enquanto ensaboava os pratos.

“Gosto de cosplay, você sabe”.

“Pra mim isso tem mais jeito de fetiche”.

“Não ligo para o que você diz, porque esse é o meu gosto por moda. Não vou limpar nem cozinhar pra você se eu não estiver estiloso. Hoje foi uma exceção. As suas roupas têm um cheiro bom, elas têm o seu cheiro... eu acho”.

 “Você é bem-vindo aqui a qualquer hora, Uruha, não precisa faxinar nem cozinhar. Você é meu hóspede. Eu é que deveria te levar café na cama”. Aoi jogou o resto da comida de Uruha no lixo antes de começar a lavar o prato.

“Eu adoraria, mas só aceito se você prometer que vai vestir um uniforme de empregada também”. Uruha sorriu, mordendo o lábio inferior sugestivamente. Aoi respondeu à provocação com um sorriso irônico por cima do ombro.

“Acho melhor ligar para os outros e avisa-los sobre o que aconteceu. Por que você não faz isso, o telefone está lo-” Aoi foi interrompido por pelo sorriso irônico de Uruha, que balançava o telefone à sua frente.

“Está bem aqui”

“Mas como-”

“Você é tão previsível. Eu já posso fazer um mapinha da sua casa. Tudo muito organizado e limpinho, simples e arrumado. Eu sabia que o telefone estava perto da porta, porque é onde o telefone fica em casas organizadas assim”.

“Ah, claro”. Aoi resmungou. “Ligue para o Kai primeiro, acho que ele já deve ter acordado”.

“Ele acorda às seis todo dia” Uruha respondeu prontamente, discando o número da casa do baterista. Como ele sabia desse pequeno detalhe, Aoi não fazia idéia. Ele pôde ouvir o telefone chamando do outro lado da linha, um clique e um alô.

“É, sou eu. Eu sei, é que eu dormi na casa do Aoi hoje. Bom, não deu pra dormir na minha casa porque ela pegou fogo!” Uruha pôs a mão sobre a boca, obviamente tentando não rir quando a voz de Kai mudou de volume. “Kai”. Uruha esperou um momento enquanto a voz do outro lado da linha se recusava a baixar, e aumentava ainda mais, se possível.

“Kai”. Uruha aguardou um momento enquanto a voz do outro lado da linha se recusava a baixar. Uruha mordeu o lábio inferior novamente e sorriu, afastando o fone do ouvido e balançando a cabeça, como se concordasse com tudo que Kai dizia, mesmo que tudo que se podia ouvir era uma voz fina falando rapidamente do outro lado da linha. Depois de um momento Uruha recolocou o fone no ouvido.

“Kai! Eu liguei pra avisar que está tudo bem, mas não vai dar se você não parar de gritar! Eu estou bem, minha gata está bem, o Aoi está bem, estamos todos bem. Só meu apartamento não está bem, mas nisso a gente dá um jeito. Não precisa bancar a mãe preocupada...” Uruha revirou os olhos e balançou a cabeça para Aoi, que só pôde rir da atuitude do loiro. Ele sabia que Kai iria se preocupar. Afinal, sempre que algum deles tinha problemas, Kai era o primeiro a saber e fazer de tudo para ajudar.

“Aoi disse que nós vamos lá hoje pra ver se sobrou alguma coisa. Os bombeiros demoraram pra chegar, então acho que não foi muito... Mas as coisas materiais não são tudo, Kai-kun, eu poderia estar morto. É, eu sei que você está preocupado, mas do jeito que você fala parece que a casa é mais importante que eu! Minhas duas guitarras principais ficaram no estúdio, lembra? Vocês quase me mataram por deixá-las lá, mas acabou sendo melhor, afinal. Bom, o Aoi disse que eu posso ficar aqui, e estamos nos divertindo horrores. É como se fosse passar a noite, só isso.” Aoi balançou a cabeça enquanto ouvia Uruha tagarelar ao telefone com o baterista, observando como ele gesticulava para dramatizar o que estava descrevendo e as risadinhas sarcásticas que ele dava de vez em quando. Ele já imaginava o tamanho da conta de telefone, caso Uruha realmente decidisse ficar em seu apartamento.




**********************************************



Notinha :D
Eu amo muito essa fic, por isso decidi traduzir ;D A [info]life_giver escreve muito bem,e eu pago pau pra ela xD

Queria agradecer a minha mana-beta por me aturar  e por consertar meus erros D: (L)
Enfim...
deixem comentários, que eu vou traduzí-los pra ela ^^v
:*





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[info]sell_fish_love
2008-04-26 07:46 pm UTC (link)
POAKOPSLAKSOALSOAK
CARALHOOOOOOW MT FODAAAA
ri horrores *-*
a tradução tá ótima, tá tudo ótimo e eu AMEI o uru-chan na fic *-*
meeeeeo q fodan *-*
continue logo *-* ate a proxima /o/~

(Reply to this) (Thread)


[info]madeofsilence
2008-04-30 11:51 am UTC (link)
Eu ia responder só quando fosse postar o dois, mais respondo logo xD

Essa fic realmente é foda *-* O Uru ficou perfeito demais *-*
Brigada por achar q a tradução ficou boa *-* *todaboba*
Antes de postar o dois, vo passar teu comentário para a Ashley e te respondo direito ^^~

Te addei tb ;D *pena q o lj n tem msg privada D:, ou tem e eu não sei xD*

Enfim, próximo capítulo eu posto sábado :D
Kissu

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[info]kayoobi_chan
2008-05-06 02:32 pm UTC (link)
Uauauauaua, essa fic é genial XD
O Uruha é COMPLETAMENTE doido, mas aposto que avida dele deve ser muito mais divertida que a minha. Queria ser assim =P

Se fosse eu no lugar dele, tava jogada no chão esperneando:
"Minha tvvvvvvvvvvvvvv, meu computadoooooooooooor, meus cdssssssss"

uauauauauaua, cara, sério... se minha casa pegasse fogo, eu ia salvar meu gato, igual o Uru fez. Não vivo sem o meu neko-chan *O*

(Reply to this)


[info]atsuko_03
2008-05-17 09:03 pm UTC (link)
foi precisso o Uruha ter mesmo azar D=

mas na minha opinião até que foi sorte o apartamento dele arder 8D

continua ;D

;***

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(Anonymous)
2008-05-18 12:42 am UTC (link)
o_O nha bizzarro... nom posso me identificar nom eh

enfin ^^

nha *_* Uru doido cara *pega e coloca no bolso*

muito bom ^^


*indo ler o 2 *

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